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Napoleão Potyguara Lazzarotto, conhecido simplesmente como Poty (Curitiba, 29 de março de 1924 — Curitiba, 7 de maio de 1998) foi um desenhista, gravurista, ceramista e muralista brasileiro.

Filho de italianos, começou a se interessar por desenho ainda bem criança. Seu pai era ferroviário e sua mãe mantinha um restaurante na cidade, o Vagão do Armistício, muito freqüentado por intelectuais paranaenses.

Ao longo de sua vida, trabalhou principalmente com desenhos, gravuras e murais, serigrafia, litografia, pintura.

Segundo certos críticos, os murais são o trabalho mais representativo de sua obra. Em sua execução, Poty empregava materiais diversos, como madeira, vidro (vitrais), cerâmica, azulejo e concreto aparente, esse último um de seus materiais de predileção.

Há obras de Poty espalhadas por diversas cidades do Brasil e do exterior, incluindo murais em Portugal, na França e na Alemanha.

Suas obras também podem ser vistas em diversos locais públicos de Curitiba, como os painéis do pórtico do Teatro Guaíra, no saguão do Aeroporto Afonso Pena, na Praça 29 de Março, na Praça 19 de Dezembro (Curitiba) e na Torre da Telepar.

Dados biográficos[]

  • Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1945, como resultado de uma bolsa de estudos recebida após a conclusão do curso secundário.
  • Participou do Liceu de Artes e Ofícios de Carlos Oswald.
  • Em 1944 realizou ilustrações para os artigos de Ademar Cavalcanti e Carlos Drumond de Andrade no jornal Folha Carioca.
  • Mudou-se para Paris em 1946, para realizar um curso de artes gráficas, com duração de dois anos, patrocinado pelo governo francês. Nesta ocasião, aprendeu litografia.
  • Foi responsável pela criação do primeiro mural na União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, sob o tema O Processo de Kafka. Infelizmente, este trabalho foi destruído pelo Golpe Militar de 1964.
  • No início da década de 1950 residiu em São Paulo, quando organizou e ministrou cursos de gravura e desenho.
  • Ganhou o primeiro prêmio da exposição "Gravadores Brasileiros" em Genebra.
  • Realizou diversas exposições individuais em cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Curitiba, entre outras.
  • Realizou exposições individuais no exterior, em Bruxelas, Londres e Washington.
  • No fim da década de 60, viajou com os sertanistas Orlando Villas Boas e Noel Nutels para o Xingu, onde fez ilustrações baseadas nos usos e costumes indígenas.

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Categoria:Desenhistas do Brasil Categoria:Gravuristas do Brasil Categoria:Artistas plásticos do Paraná Categoria:Ítalo-brasileiros Categoria:Curitibanos

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